A final da
Eurocopa de 88 foi marcada por um lance genial do centroavante da seleção
holandesa. Marco Van Basten recebeu cruzamento da esquerda e mandou um voleio
potente de perna direita para o fundo das redes da União Soviética, garantindo
o título da principal competição europeia. Esse seria só mais um dos
incontáveis gols marcados pelo jogador, que devido a uma série de lesões no
tornozelo, foi obrigado a parar de jogar antes do esperado.
Van Basten surgiu para o futebol com apenas 17 anos, no Ajax. Destaque nas conquistas nacionais em 82, 83 e 85, ele ficou em seu clube de origem até 1987, tendo marcado 152 gols em 172 partidas, uma incrível média de quase um por jogo. A explosão de gols do jovem centroavante foi o suficiente para que ele fosse contratado pelo Milan.
Ao lado de seus compatriotas Gulitt e Rijkaard, Van Basten formou um dos times mais talentosos da história rossonera. Com o Milan, o centroavante foi campeão italiano em 88, 92 e 93, campeão da europa em 89 e 90 e campeão mundial de clubes nos mesmos anos de 89 e 90. Em meio à sua passagem vitoriosa por Milão, o atacante ainda teve a alegria de vencer a Eurocopa de 88 pela Seleção Holandesa.
As últimas temporadas de Van Basten nos campos de futebol foram ao mesmo tempo brilhantes e sofridas. Enquanto lutava para superar uma lesão crônica no tornozelo, Van Basten empilhava gols e atuações espetaculares, que lhe garantiram a eleição de melhor jogador do mundo pela FIFA, em 1992.
Mas já na temporada seguinte, em 92-93, Van Basten ficaria mais tempo assistindo aos jogos do Milan do que participando. O tornozelo o inocomodou em uma partida diante do Ancona, e o obrigou a passar por uma série de cirurgias. O centroavante voltou na final da Champions League contra o Olympique de Marseille, no que seria seu último jogo oficial. Naquela época, o jogador tinha apenas 29 anos.
Após dois anos lutando para tentar voltar aos gramados, Van Basten finalmente desistiu em 1995. Em seu jogo de despedida, contra a Juventus, mais de 85 mil torcedores o aplaudiram no estádio San Siro. Adriano Galliani, dirigente do clube italiano, declarou com tristeza que o futebol “perdia o seu Leonardo da Vinci”.
Van Basten voltou ao noticiário esportivo quando, para surpresa de todos, assumiu a Seleção Holandesa em seu primeiro trabalho como treinador. Ele foi o comandante da “Laranja Mecânica” na Copa do Mundo de 2006 e na Eurocopa de 2008. Desde o ano passado, o ex-jogador dirige o clube que lhe projetou para o futebol, o Ajax, com a esperança de que sua carreira de treinador seja tão brilhante quanto a que trilhou dentro dos campos, porém mais duradoura.
André Baibich
Van Basten surgiu para o futebol com apenas 17 anos, no Ajax. Destaque nas conquistas nacionais em 82, 83 e 85, ele ficou em seu clube de origem até 1987, tendo marcado 152 gols em 172 partidas, uma incrível média de quase um por jogo. A explosão de gols do jovem centroavante foi o suficiente para que ele fosse contratado pelo Milan.
Ao lado de seus compatriotas Gulitt e Rijkaard, Van Basten formou um dos times mais talentosos da história rossonera. Com o Milan, o centroavante foi campeão italiano em 88, 92 e 93, campeão da europa em 89 e 90 e campeão mundial de clubes nos mesmos anos de 89 e 90. Em meio à sua passagem vitoriosa por Milão, o atacante ainda teve a alegria de vencer a Eurocopa de 88 pela Seleção Holandesa.
As últimas temporadas de Van Basten nos campos de futebol foram ao mesmo tempo brilhantes e sofridas. Enquanto lutava para superar uma lesão crônica no tornozelo, Van Basten empilhava gols e atuações espetaculares, que lhe garantiram a eleição de melhor jogador do mundo pela FIFA, em 1992.
Mas já na temporada seguinte, em 92-93, Van Basten ficaria mais tempo assistindo aos jogos do Milan do que participando. O tornozelo o inocomodou em uma partida diante do Ancona, e o obrigou a passar por uma série de cirurgias. O centroavante voltou na final da Champions League contra o Olympique de Marseille, no que seria seu último jogo oficial. Naquela época, o jogador tinha apenas 29 anos.
Após dois anos lutando para tentar voltar aos gramados, Van Basten finalmente desistiu em 1995. Em seu jogo de despedida, contra a Juventus, mais de 85 mil torcedores o aplaudiram no estádio San Siro. Adriano Galliani, dirigente do clube italiano, declarou com tristeza que o futebol “perdia o seu Leonardo da Vinci”.
Van Basten voltou ao noticiário esportivo quando, para surpresa de todos, assumiu a Seleção Holandesa em seu primeiro trabalho como treinador. Ele foi o comandante da “Laranja Mecânica” na Copa do Mundo de 2006 e na Eurocopa de 2008. Desde o ano passado, o ex-jogador dirige o clube que lhe projetou para o futebol, o Ajax, com a esperança de que sua carreira de treinador seja tão brilhante quanto a que trilhou dentro dos campos, porém mais duradoura.
André Baibich
