A União Europeia de Futebol (UEFA) anunciou a nomeação do árbitro somali Omar Artan para apitar a Supercopa da Europa de 2026, que enfrentará o Paris Saint-Germain e o Aston Villa, em uma decisão que reveste-se de especial significado, uma vez que o árbitro africano foi impedido de participar da Copa do Mundo de 2026 por não ter obtido permissão para entrar nos Estados Unidos.
Apesar de sua relativa juventude, Artan é considerado um dos árbitros em ascensão mais promissores no cenário internacional, tendo ingressado na lista internacional da Federação Internacional de Futebol (FIFA) desde 2018 e apitado várias partidas importantes no continente africano, incluindo a segunda partida da final da Liga dos Campeões da África da temporada 2025-2026.
Além disso, o árbitro somali foi coroado com o prêmio de Melhor Árbitro da África de 2025, concedido pela Confederação Africana de Futebol, em reconhecimento ao seu excelente desempenho nos últimos anos.
A FIFA havia selecionado Artan para a lista de árbitros da Copa do Mundo de 2026, mas ele não conseguiu participar do torneio após não ter obtido visto de entrada nos Estados Unidos devido a suspeitas de ligações com grupos terroristas, o que gerou ampla polêmica antes do início das competições.
A FIFA acatou a decisão americana, enquanto o presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que não pode controlar os governos.
Elogios de Cheferin
Por sua vez, a UEFA esclareceu que a decisão de atribuir a arbitragem da Supercopa da Europa a Artan se insere no âmbito do memorando de entendimento assinado recentemente entre a União Europeia e a Confederação Africana de Futebol, que visa reforçar a cooperação entre as duas partes em diversas áreas, entre as quais o desenvolvimento da arbitragem e o intercâmbio de experiências.
Por sua vez, o presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, elogiou o árbitro somali, afirmando que ele possui grande experiência apesar da pouca idade e apresentou um desempenho notável nas principais competições da CAF.
“Artan é um árbitro jovem e talentoso, que provou seu valor nas principais competições da Confederação Africana de Futebol. O futebol une os povos e, com essa nomeação, reafirmamos nosso respeito por ele e por suas habilidades de arbitragem, graças às quais ele mereceu essa importante função”, afirmou Čeverin.
O presidente da UEFA também agradeceu ao presidente da Confederação Africana de Futebol, Patrice Motsepe, pelo apoio à iniciativa e pela cooperação entre as duas instituições neste assunto.


